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TOM REGAN, PIONEIRO DOS DIREITOS ANIMAIS MORRE AOS 78 ANOS

Fara falta na transformação e na luta por um mundo melhor. Fonte: http://dailynous.com/2017/02/17/tom-regan-1938-2017/

Fara falta na transformação e na luta por um mundo melhor. Fonte: http://dailynous.com/2017/02/17/tom-regan-1938-2017/

Tom Regan, filósofo moral estadunidense conhecido por seu trabalho inovador no estudo dos direitos dos animais, morreu de pneumonia na última sexta-feira (17). Ele tinha 78 anos.

Professor emérito da Universidade Estadual da Carolina do Norte, Regan foi um dos raros filósofos cujo trabalho teve importância e influência fora da academia. O ex-açougueiro se tornou vegano e uma figura histórica no movimento dos direitos animais.

Embora escrevesse muitos livros e ensaios, seu trabalho mais notável foi “The Case for Animal Rights,” (a questão dos direitos animais), publicado em 1983, próximo do começo do movimento animal moderno. Um monumento na história da filosofia dos direitos dos animais, provocou muito debate subseqüente e foi traduzido em vários idiomas.

É amplamente reconhecido como um texto clássico, mas o livro foi um pouco ofuscado para o público em geral por seu antecessor, “Animal Liberation”, livro de 1975 do filósofo australiano Peter Singer.

Ao escrever The Case for Animal Rights, Regan não estava simplesmente adotando a linguagem de outros movimentos morais e políticos: direitos civis, direitos humanos, direitos das mulheres. Ele estava distinguindo sua visão da de Peter Singer e pensadores semelhantes, conhecidos como utilitaristas, que rejeitam a noção de “direitos” como uma questão conceitual.

Utilitaristas argumentam que certas características do mundo, tais como dor e prazer, alegria e sofrimento, são boas ou más. A coisa certa a fazer, dizem os utilitaristas, é maximizar a quantidade de bem no mundo e minimizar a quantidade de mal. Eles negam que a moralidade trate de “direitos” –  embora proteger direitos legais à propriedade e à liberdade, por exemplo, possa ser prudente ou sábio em sua opinião.

Filósofos como Regan argumentaram que isso é errado. Há certos direitos que não devem ser violados, mesmo que isso fizesse do mundo como um todo melhor. Por exemplo, esses filósofos poderiam argumentar que seria errado encarcerar uma mulher acusada erroneamente, mesmo se o sofrimento imposto sobre ela fosse compensado pelo desejo do público de vê-la atrás das grades.

O argumento revolucionário de Regan era que os direitos – em particular, o direito de não ser morto – pudessem ser aplicados de forma sensata aos animais.

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