Você está aqui: Home » Educação Ambiental (EA) » Brandão abordou temas como democracia, educação ambiental e criticou o produtivismo que toma conta da academia

Brandão abordou temas como democracia, educação ambiental e criticou o produtivismo que toma conta da academia

Elizabeth Brandão Schmidt e Carlos Brandão, no CIDEC/FURG, 30.03.16. Foto ASoler/CEA.

Elizabeth Brandão Schmidt e Carlos Brandão, no CIDEC/FURG, 30.03.16. Foto ASoler/CEA.

Ontem, 30.03.16, na FURG, numa promoção do Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental (PPGEA) e da Secretaria Municipal de Educação, aconteceu uma palestra do Prof. Carlos Rodrigues Brandão, autor de vários livros, aposentado da UNICAMP e atual professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Brandão, que ao abrir sua fala para um auditório lotado, notadamente por professores/as da rede municipal, estudantes e professores/as da FURG e membros do movimento ambiental/ecológico, falou da sua relação próxima com a região, pois sua mãe, de 99 anos, é natural da vizinha São José Norte, de onde migrou para o Rio de Janeiro. Lá nasceu Brandão.

Mas a fala de Brandão (muitos queriam que fosse num tempo maior) tratou de democracia, de economia solidária, do movimento ecológico, de educação e de educação ambiental. Por diversas vezes sua fala foi interrompida por aplausos que sinalizavam uma clara partilha de suas ideias, como quando criticou o consumismo egoísta da classe média e sua impacto na natureza associado ao egoísmo neoliberal.

Lembrando Paulo Freire e tantos autores, Brandão, explicitamente, argumentou que é impossível a sustentabilidade num mundo concorrencial, sustentado por educação também concorrencial e produtivista (não fez referência direta, mas fez lembrar daqueles/as que fazem a academia em função do aumento quantitativo do Lattes, sem criticar ou resistir, entre outros produtivismos “científicos”).

Nesse sentido, foi mais além, defendo a substituição da concorrência pela solidariedade e criticou o uso do Produto Interno Bruto (PIB) como medida de qualidade de vida, que ele prefere se referir de vida com qualidade. Defendeu a troca de seu uso pelo FIB, Felicidade Interna Bruta, como já faz o Butão e diversos grupos e movimentos espalhados pelo mundo.

A democracia foi destacada como aliada inseparável de um processo de educação pela autonomia.

Brandão prontamente agradeceu e aceitou o convite do CEA para retornar a região, numa agenda próxima, com apoio já assegurado de outras instituições de ensino.

Brandão, entre outros livros, escreveu O que é Educação, editado pela brasiliense, em 1981.

Scroll to top