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Brasil volta a liderar o número de assassinatos de defensores do ambiente

A crise ecológica se agrava e com ela crescem os conflitos e as injustiças ambientais, em grande parte patrocinados por governos em alianças com o capital, seja da cidade (indústrias, negócios imobiliários…) ou do campo (mineração e o chamado agronegócio).

Contudo, pessoas, articuladas em movimentos ou não, buscam frear esse processo injusto que esta acabando com a vida no planeta. É o caso de populações tradicionais (pescadores, quilombolas, indígenas…) e ativistas comunitários e ambientalistas, que sofrem violências diversas e cotidianamente, em razão de suas lutas espelhadas pelo planeta em defesa desse planeta.

 

Fonte: Global Witness, 2018.

 

São ações contra as pessoas que defendem o ambiente que vão desde ações judiciais, ataques cibernéticos, intimidação, prisões arbitrarias e ilegais, agressões sexuais, ameaças de morte, agressões físicas e assassinatos.

E o Brasil vem sendo o palco de maior violência e tragédia. Em 2014 foram assassinados 29 pessoas em razão de conflitos decorrentes, entre outas questões, por posse de terra. Já em 2016 o número subiu o para 49 mortes, sendo que 16 delas estariam ligadas a indústria madeireira e grandes proprietários de terra na Amazônia.

 

Fonte: Global Witness, 2018.

 

No ano passado (2017) esse número aumentou ainda mais, chegando aos inéditos 57 assassinatos ligados ao agronegócio. Esses dados constam no estudo anual da Global Witness, o qual revela que pelo menos “207 ativistas da terra e do meio ambiente foram mortos em 2017 em cerca de 22 países, quase 4 por semana, tornando-se o pior ano já registrado”, conforme noticia no Portal Ecodebate.

“O relatório “A que preço?” mostra que o agronegócio ultrapassou a mineração como o setor mais associado a esses ataques.

O relatório conecta essa violência com os produtos em nossas prateleiras: a agricultura em larga escala, a mineração, a caça ilegal, a extração de madeira, todos produzindo componentes e ingredientes para produtos de supermercado como o óleo de palma para xampus, a soja para carne bovina e a madeira para móveis.”

“O relatório também revela que alguns governos e empresas são cúmplices nos assassinatos, e por isso a Global Witness pede uma ação urgente se quisermos que essa tendência seja revertida. Assim como fazem parte do problema, governos e empresas podem fazer parte da solução. Eles devem encarar as principais causas dos ataques, garantindo, por exemplo, que as comunidades possam dizer ’não’ a projetos como a mineração em suas terras; apoiando e protegendo os defensores em risco e garantindo que a justiça seja feita para aqueles que sofrem com a violência.”

 

Fonte: Global Witness, 2018.

 

Fonte: https://www.ecodebate.com.br/2018/07/25/brasil-lidera-ranking-de-mortes-de-defensores-da-terra-e-do-meio-ambiente/

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